29 Junho 2009
28 Junho 2009
27 Junho 2009
"conteggio diminuente" V
não fique nem com saudades nem com remorsos.
destruir é melhor que criar,
quando não se criam as poucas coisas necessárias.
hoje é um dia importante para si.
é melhor deixar cair tudo e espalhar o sal,
como faziam os antigos para purificar os campos de batalha.
"conteggio diminuente" IV
não colocando a cena final do Bianca, que cobre o meu fascínio pelos viajantes da cidade, agradeço a sugestão da Catarina.
Michele: Porque vieste?
Bianca: Não devia?
(...)
Bianca: morango, limão, amêndoa e nata.
Michele: não ligam bem juntos.
Bianca: eu acho que sim. já provaste?
Michele: não.
Bianca: então como é que sabes?
Michele: não preciso provar para saber se as coisas ligam bem ou não. pode-se prever e assim… não se cometem erros.
Bianca : experimenta em vez de falares.
26 Junho 2009
Descobrir l ao longo da muralha

clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.
É ao longo da muralha que habito, que me escondo nas palavras. Nas palavras, nos poemas que me devolvem a beleza entre os sons e os sentidos. Chego de mãos vazias, e com a pele dourada tento recolher o fugitivo ouro dos dias. Escrevo no muro me acompanha a frase de Gabriel Celaya, a poesia é uma arma carregada de futuro.
As promessas esperam por mim, frágeis, acesas e as palavras de hoje, partilho-as na estação do cio, como um segredo. O mais puro.
O mapa do amor
O Futuro é sempre próximo. Da ponte sobre o Tejo vejo que a sofreguidão pela frescura do mar flui sem espera, mas não hesito: a selecção de António Pinto Ribeiro merece que a brisa do mais vivo jardim da cidade, me roube um mergulho no Atlântico. Ao longo de 80 metros, os poderosos jardins da Fundação Gulbenkian erguem-me à visão da refulgente poesia. A iniciativa do programa Próximo Futuro que se dedica às novas gerações criativas da Europa, América Latina (e Caraíbas) e África, deita-me num dos almofadões de cores rasgantes que se espalham pelo percurso. Por instantes oiço as estrelas a dizerem tsau, e recomponho o mapa do amor, nos corpos desconsagrados. Deixo-me reconquistar pelas árvores de Manuel de Barros, rendo-me à doçura da vida de Sophia. E porque estamos na estação do cio, deixo-me atravessar o limiar de olhos fechados. Hoje a cidade está aqui para mim.
Acende-te poesia
Lisboa invade-se pelo silêncio. O silêncio das palavras eloquentes, no sentido de promover novas tendências artísticas e urbanas. Tornando ainda mais cúmplices a música e as sentenças, dos debates, das conferências e das leituras encenadas do Festival do Silêncio, reflicto o audio-livro. Desde que me elevo a ouvir o “queria de ti um país” de Mário Cesariny no cd da Assírio “os poetas, entre nós e as palavras” não questiono a distância das aromáticas e sublinháveis páginas dos amigos puros. Substituir a vastidão palpável do meu “Anjo Mudo” de Al Berto num mp3, não estará nos meus planos mais próximos. Mas porque me rendi ainda mais a Cesariny com o testemunho da Autografia – obrigada Miguel Gonçalves Mendes – tenho já biblioteca atlântica os 34 poemas gravados por Vasco Pimentel, lançado na passada sexta-feira no Goethe Institut. Também a não perder esta sexta, na caixa de música mais poderosa de Lisboa, o Concurso Poetry Slam. Uma tendência das mais excêntricas capitais do mundo, onde em três minutos de palco, os mais destemidos poetas da cidade declamam as suas poesias mais acesas.
Na mais límpida realidade do tempo
Usada também para concertos, o edifício mais antigo de Amesterdão - Oude Kerk – mostrava-me sempre a inauguração da fundação fotográfica holandesa fundada em 1955. Num edifício igualmente admirável e à beira do nosso Tejo, a 52ª edição do World Press Photo mostra-se em Lisboa, no Museu da Electricidade. A minha partilha nestas páginas – e opto por não partilhar as imagens violentas - elege as mais sublimes congelações: “Model” do italiano Giulio Di Sturco, “The Raw File” da americana Brenda Ann Kenneally, e “Noor for Positive Lives” do espanhol Pep Bonet. Muito mais que qualquer locução, uma exposição que me envolve e resgata à mais límpida realidade do tempo.
24 Junho 2009
"conteggio diminuente" III
Morre lentamente quem não viaja,
Morre lentamente quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples facto de respirar.
P.N.
22 Junho 2009
21 Junho 2009
19 Junho 2009
Descobrir l quando a cidade tem sentido

17 Junho 2009
amor cachorro

quando admiro de longe,
tenho sempre receio de chegar mais perto.
mas numa das esplanadas mais douradas da cidade,
e com o poder fulgurante das palavras
confirmo a beleza,
a genialidade.
do Jordi,
quase tudo aqui.
num feixe de luz
É como uma pele especial que escrevo sobre Amesterdão. Com morada nesta pequena grande cidade durante três anos, partilho com conhecimento de causa a genuína energia da capital holandesa. Longe das atracções mais básicas dos coffe shops ou do red light district está uma cidade consistente. Detentora de muitos dos melhores arquitectos do mundo e com um planeamento urbano notável a preservação de Amesterdão é um exemplo de cidade. Fruto duma herança calvinista, o rigor e o orgulho andam sempre de braços dados a um prático e conciso sentido de vida. Mas Amesterdão, mais do que uma romântica cidade de canais e casas intocáveis é uma cidade de constastes, não fosse um dos países mais criativos da Europa do Norte. Habituados a construir a sua morada aliada a um sentido de mundo, reminiscente ao período das descobertas, Amesterdão divide-se num feixe de luz entre uma morada de holandeses e estrangeiros. Com uma estética perfeita, sempre entre o que já existe e o que se constrói de novo, a cidade estende-se ao som das bicicletas e a uma dinâmica que funciona sustentada na simplicidade. Janelas sem cortinas, casas repletas de livros, jantares à beira da magia que invade a noite nos canais, tornam singular a sua realidade sobre água. Se não tenho saudades de uma cidade onde o tempo não conquista nenhum coração latino, recordo com carinho a frontalidade de um povo transparente, o fim de tarde a patinar no Vondelpark, a excelência museológica, os passeios de bicicleta, as cores perfumadas que invadem Keuknoof em Abril, as livrarias e lojas criativas, as incontornáveis sopas de tomate ou tartes de maçã do Café De Jaren, ou os ousados minutos de Sol que iluminavam a cidade. Sempre por momentos.
Lisbon Golden Guide, Junho 2009
16 Junho 2009
14 Junho 2009
eros
cama algodão

12 Junho 2009
o sagrado
acredita que se pode morrer de amor?
também se pode morrer de falta de amor.
é a única coisa que há para acreditar
os excertos são da Autobiografia de Miguel Gonçalves Mendes, sobre Mário Cesariny
(para quem ainda não viu: é obrigatório este enorme testemunho de beleza)
11 Junho 2009
08 Junho 2009
A cidade na ponta dos dedos l A cidade transportável

clique na imagem ou se é assinante aqui.
A permissão de um franchising de chocolates artesanais, uma loja irreverente que nos orgulha de viver em Lisboa e ainda a mais cúmplice mala da cidade, elege uma capital que se constrói cada vez mais solta e consistente.
publicado na Revista Única do Expresso, a 6 de Junho 2009
a verdade
Não quero ser derrotado, quero render-me.
Quando os corações velhos aprendem amores novos, o mundo recebe na cara cínica que tem, uma escarreta de esperança.
É bonito e corajoso, isto de amar outra vez.
Durante muito tempo pensei que o amor era um exercício de equilibrismo – bonito pelo desastre iminente, difícil por ser impossível o dar ser igual ao receber. Mudaram a minha ideia e a minha experiência. Não estou a aprender a amar de novo, estou a perceber outro amor. Desta vez não é dois contra o mundo, nem um a salvar o outro. Desta vez estou ligado, sem tratados e mesmo assim unido. Não estamos, somos juntos. E percebi agora que nenhum inglês poderia dizer assim este amor.
Já vos disse que sou Outro Romântico e que acredito que o amor se deve espalhar como manteiga. Ser um pinga-amor é mil vezes melhor do que ser um pinga-na-cueca. De que vale um amor guardado? O amor não vale mais por ser vintage, ou estar em mint condition. Ama tudo muito, ama tudo o que conseguires, sempre de peito escancarado. E isto é o que tenho vindo a perceber e a insistir em acreditar. Mas depois há o medo.
O medo de encontrar para voltar a perder. O medo de magoar e ser magoado. O medo de, mesmo juntos, nos sentirmos sozinhos. O medo de não querer a mesma coisa. O medo de descobrirmos que é tudo uma ilusão boa. As cicatrizes são como os elefantes, têm muito boa memória e ocupam demasiado espaço numa sala. Por isso é que uma das partes mais bonitas e determinantes de um amor novo é o showcase das cicatrizes (ou dos elefantes, como queiram). Mostrar ao outro onde e como fomos magoados, aproxima ou afasta. “Olha, este é o meu elefante gostava que o respeitasses e se conseguires, que o percebesses. Ele eventualmente há-de ir à sua vida. Obrigado.” Depois, é o vai-ou–racha.
Amar outra vez vale o esforço.
E é um esforço, não digam que não. Voltar a arranjar espaço e força, para deixar entrar alguém novo. Conseguir estar consciente para não repetir padrões antigos, aqueles responsáveis pela tua parte nos desastres anteriores. Controlares-te para não pedires demais nem dares de menos. Uma canseira. E isto tudo perde toda sua desgraçada importância quando um abraço sabe a casa e o cheiro do pescoço dela é inacreditavelmente familiar.
Primeiro amor há um, a partir daí os sonhos indoutrinados Disney já não fazem tanto sentido, pois não? Tem-se cuidado, demora até mais tempo a inventares um nome para o teu novo amor: não é logo o baptismo, aquela alcunha íntima não aparece com tanta facilidade e quando aparece não é tão cootchy como das outras vezes. Escaldados, não conseguimos ter tantas certezas. E aqui é que se dá o volte-face: Não sei, e estou confortável com isso. Não há necessidade de promessas nem de fantasias de para sempre. Não faço a mínima ideia para onde vamos, mas quero ir. Não sei e sinto-me bem.
Não tenho medo porque já aprendi que não se põem as fichas todas no mesmo número. A pessoa que amas não deve, nem consegue, ser ao mesmo tempo amiga, amante, confidente, terapeuta, colega, parceira de copos e inspiração – é perigoso para ti e extenuante para ela. Não tenho medo porque, desde que eu continue a sentir que ela está comigo porque quer estar comigo, está tudo bem. Não tenho medo porque o que estou a sentir, mesmo sem ter lógica nenhuma, faz todo o sentido. Não tenho medo porque tenho-vos falado das nossas invenções para sobreviver, tenho pensado nas minhas e nas nossas mentiras e agora sinto e sei que isto é verdade. Não tenho medo e não consigo parar de pensar nela.
Eu já era, mas agora estou apaixonado. Queria só que soubessem isso.
Quimpostor no blog do Lux
07 Junho 2009
06 Junho 2009
05 Junho 2009
Descobrir l Quando Lisboa se incendeia

clique na imagem ou aqui páginas 36 e 37.
Com a energia consistente de quem constrói a melhor meia hora do dia e numa alegria serena, de quem se surpreende todas as semanas por ver acontecer a minha Lisboa, não poderia deixar de partilhar a mais importante fábrica da cidade, o Lx Factory. Quem lá passou no open day sabe do que estou a falar. Lisboa acende-se perseverante nesta morada e, olhos nos olhos, testemunho um lugar onde me revejo na poesia de Herberto Helder: não há fogo sem incêndio. Porque é ainda tempo de conhecer outros lugares sagrados, ainda uma morada, onde o apaixonante T.S. Eliot um dia me segredou que os saborosos mares de silêncio jamais permitirão as crises do instante.
o redentor
agradeço e aceito,
sempre no abraço largo.
(obrigada R. pela partilha)
04 Junho 2009
Personal Time 2 l Junho 2009

to dive

num sitio tão frágil como o mundo,
talvez pelo inconformismo
dos sorrisos tantas vezes negados
da terra que hoje habito,
pela linguagem dos poetas,
na imensidão de Pessoa,
ou nos incêndios de Herberto Helder,
quis o destino que eu tropeçasse
02 Junho 2009
01 Junho 2009
chacun son cinéma
Abbas Kiarostami (os três minutos mais comoventes), Alejandro Gonzalez Iñarritu, Walter Salles, Roman Polanski e como não poderia deixar de ser o maior dos mestres, Wong Kar Way.
a cidade dança?
para quem se lembra da dança da T-Mobile na estação de Liverpool em Londres, aqui partilho a acção na nossa Praça Camões para comemorar os quatros anos do Hotel do Bairro Alto.
(não se esqueçam de reparar nas velhinhas gaiteiras).
31 Maio 2009
30 Maio 2009
anjos urbanos

Inaugurou da semana semana a exposição do fotógrafo José Cabral, Anjos Urbanos, na P4 Photography Gallery. Os trabalhos apresentados (resultantes de 1979 a 2002) são fotografias de crianças vivendo em Maputo, no Moçambique. Nascido em Lourenço Marques (Maputo) em 1952, José Cabral é um dos mais famosos fotógrafos de Moçambique. É o primeiro a fazer a transição entre o tradicional fotojornalismo documental e uma fotografia mais pessoal.
mais aqui
29 Maio 2009
o poder da voz
Não tenho medo, sabe? Agora estou a viver isto e a gozar isto. Se eu começar a preocupar-me com o que vem aí não gozo o que estou a viver agora. As coisas foram sempre acontecendo. Há-de vir aí qualquer coisa.
Alguém sabe do rasto deste Deus grego do fado?
Descobrir l na extensão dos campos imprecisos

clique na imagem ou aqui páginas 12 e 13.
É na extensão dos campos imprecisos, que abraço a beleza das montanhas da margem do Douro. Perante um cenário que, acima de tudo, deve ser entendido como uma pura contemplação ao êxtase, a morada privilegiada rende-se à perfeição do rio sereno. Esta semana, e com as palavras de Torga, um elogio a uma paisagem mais secreta e mais nossa, que veio do incêndio simplesmente, para refrescar o mundo.
28 Maio 2009
27 Maio 2009
"deixa-me dar-te o Verão"

nas madrugadas em que perdemos a lanterna,
nas noites em que sonhamos a cores,
mas acordamos a preto e branco,
inundo-me com os poemas do Tolentino.
se às mãos devemos também
a solidão mais implacável,
se hoje tenho coragem
para arder a minha casa e fugir de bicicleta,
as palavras do poeta, hoje distante,
abraçam-me antes de partir.
o Verão,
tem coisas que não precisam de nome.
e hoje,
hoje não deixo o amor
refém dos mal entendidos do mundo.
26 Maio 2009
cinelençol

25 Maio 2009
comming soon

mais aqui.
24 Maio 2009
plataforma revólver
num dos mais promissores bairros de Lisboa,
obrigatória a exploração até ao cume,
no 84 da Rua da Boavista.
elegy
como redenção, aqui fica o conto de natal.
está no king e aconselha-se aos mais inconformistas.
22 Maio 2009
GQ l Pelas ruas da cidade

antes de libertar o texto queria partilhar que em nome do"deserto do mundo", vale a pena comprar a edição em papel, para ler a cumplicidade do MST com a sua Mãe Sophia.
Na terra da alegria
É num voo limpo que me estendo na calçada mediterrânica de Barcelona. Longe da arrogância que muitas vezes a descreve, as pétalas desta cidade chegam-me pela gentileza não esperada dos catalães que me ajudam a transportar uma mala que não é de cartão. Sem imaginar de frente os planos de Ildefonso Cerdà, numa cidade onde habitam os sorrisos largos, o equilíbrio e a criatividade, os habitantes reflectem-se vivos a qualquer hora do dia. Seja pelas geniais bicicletas bicing’s à disposição dos moradores, seja pelas frondosas árvores que acolhem o movimento das ruas, seja pelas esquinas canteadas, a sensação é de uma imensa liberdade. As grandes descobertas do reencontro com a capital catalã tiveram dois momentos elevados: um quando sem expectativa descobri a recente e deslumbrante livraria Bertrand no número 37 da Rambla Catalunya, no antigo Cinema Alcázar e o segundo quando me perdi sem tempo na Kowasa, uma das melhores livrarias de fotografia europeias, no número 235 da Calle Mallorca. Elevando as seguintes imagens de redescoberta, a energia do bar do Hotel Oom faz-me esquecer por instantes a falta de jardins no centro da cidade. Se os aeroportos me estendem sempre a uma intimidade do desconhecido, nesta morada vivi uma das mais ricas experiências da cidade de Barcelona. Com uma energia eclética e do mundo é a seguir ao jantar que o hotel ganha uma dinâmica mais viva entre os viajantes presentes. O lugar de eleição é na Arne Jacobsen Egg Chair de cor verde, que junto à empilhada e exclusiva prateleira de livros à disposição, nos resgata a uma flute de champagne obrigatória.
No mais trendy hotel da capital
É sem dúvida o mais fashion hotel da capital e na busca da perfeição, emprestava-lhe a vista da varanda do hotel do Bairro Alto. Mas porque este hotel brilha sem precisar da magia do Tejo, a estética do Fontana Park Hotel é suficiente a uma capital que peca por falta de moradas para viver after work. Porque o ponto de encontro se constrói pioneiro, o convite abraça todos os dias da semana, numa experiência de bar de hotel, um local sempre fulgurante nas restantes capitais europeias. Com uma aposta forte na conquista dos viajantes da cidade, as segundas-feiras oferecem um cocktail Sensation no restaurante Saldanha-Mar, as terças e quartas além de um DJ ao vivo, presenteiam respectivamente miniaturas de sushi e aperitivos portugueses com qualquer bebida. Às quintas uma fusão de aperitivos mixfood & design e às sexta uma bebida na escolha do buffet mediterrânico. Ao Sábado a dádiva goza de uma noite japonesa, com menu degustação no restaurante Bonsai e o Domingo serena-nos com o chá das cinco, num dos terraços mais relaxantes de Lisboa.
Na linha da frente
Sempre na linha da frente como a mais extraordinária morada de gourmet da capital, o Delidelux abraça o Tejo, desta vez, com os chocolates artesanais da Bovetti. Negro, de leite ou branco, a escolha é sábia: com pepitas de framboesas, menta azul, gengibre, laranjas confitadas, pimenta, chá, lavanda, canela, ou violeta, as tentações são apetecivelmente originais. A destacar ainda as versões biológicas com pura manteiga de cacau, e a versão das tabletes de chocolate com originais pedaços de urtiga.
mude
o mude inaugurou hoje ao fim da tarde.
um notável pau de fósforo
para a mudança de energia da restante Rua Augusta?
21 Maio 2009
Descobrir l um toque mais puro

o animal moribundo

David Kepesh tem cabelos brancos e mais de sessenta anos, é um eminente crítico cultural da TV e conferencista de grande mérito numa universidade de Nova Iorque, quando conhece Consuela Castillo, uma estudante bem-comportada e de boas maneiras, com vinte e quatro anos e filha de exilados cubanos ricos, que lança imediatamente a vida do professor num tumulto erótico.
Desde a revolução cultural dos anos 60, quando deixou a mulher e o filho, Kepesh experimentou viver aquilo a que chama uma “virilidade emancipada”, fora do alcance da família ou de uma parceira. Ao longo dos anos refinou essa exuberante década de protesto e licenciosidade com uma vida ordenada em que é simultaneamente livre no mundo de Eros e estudiosamente dedicado na sua actividade estética. Mas a juventude e a beleza de Consuela, “uma obra-prima de volupté”, transtornam-no por completo e uma enlouquecedora possessividade sexual transporta-o aos abismos do ciúme deformador. A despreocupada aventura erótica evolui ao longo de oito anos para uma história de cruel perda.
a adaptação do livro de Philip Roth estreia hoje no cinema.
a noite abre (...)

um nome arde tanto
de repente todos os caminhos parecem de regresso
a vida por si mesma não se pode escutar demasiado
a vida é uma questão de tempo
um sopro ainda mais frágil
a rapariga desce à pequena praça,
compra uma flor para ter na mão
uma forma intemporal de conservar
a perfeição ou a incerteza.
J.T.M.
19 Maio 2009
18 Maio 2009
17 Maio 2009
16 Maio 2009
15 Maio 2009
Descobrir l no plano maior

clique na imagem ou aqui páginas 14 e 15.
A minha Lisboa cresce acesa. No resgate da intimidade procuro lugares que me estendam a uma capital mais sincera. São projectos como a Trem Azul e como a Poesia Incompleta que me enaltecem numa cidade que se mostra nos exemplos rasgadamente ousada. Porque a felicidade contorna sempre os minutos mais limpos, partilho estes dois projectos como testemunho de uma Lisboa consistente que sem medo arrisca a visão de um dia ascendente. Na extensão do sonho alcançado pela realidade e recordando os meus dias na antiga Batávia, ainda uma das mais fascinantes livrarias do mundo. Sempre por um plano maior.
13 Maio 2009
to hostel

eleitos pelo The Guardian
como os melhores do mundo.
para ler aqui.
12 Maio 2009
11 Maio 2009
A cidade na ponta dos dedos l com o calor do Sul

clique na imagem ou se é assinante aqui.
No acolhimento à cosmopolita atmosfera paulista, Lisboa recebe um dos artistas de intervenção urbana mais conceituados a nível mundial. Ainda uma das coberturas mais famosas do mundo e os frutos secos da Boa Boca Gourmet, uma das marcas portuguesas mais divulgadas na revista britânica Wallpaper.
publicado na Revista Única do Expresso a 9 de Maio de 2009
"permanecer"
na eloquência do Tolentino,
no sempre abraço do amigo intenso,
na dádiva do tríptico de Herberto Helder,
ainda o reencontro
com um dos mais perseverantes monólogos do cinema.
nos dias felizes e não distantes,
nos tempos
em que somos tantas vezes estancados pela geração facebook,
olho com gratidão o momento elevado.
hoje,
basta-me o testemunho e a consistência
do amor raro.
08 Maio 2009
Descobrir l no solo da criatividade

07 Maio 2009
"you already have the most difficult”

a paixão foi tão grande que hoje recebo por e-mail este portal de imagens da nossa capital, em homenagem a uma visita que se fez transcendente.
the love boat
mas percebo que virar a cidade de costas ao rio
seja um pecado muitas vezes cometido na minha cidade.
(estou a pensar em bazucas e no que fizeram ao Cais do Sodré),
mas hoje não vou debater ideias, nem defender causas.
o tão esperado i está hoje na rua e trouxe-me esta notícia.
a verdade é que adoro jardins,
mas vou ter saudades dos love boat na margem do meu Tejo.
06 Maio 2009
the Europe's most scenic capital

a nossa Baixa Pombalina está listada para voto nas seven urban wonders of the world.
ainda sobre Lisboa, o UCityGuides considera a nossa capital the Europe's most cenic capital and one of the world's most soulful cities:
Lisbon, The first capital of the global village.
Can Lisbon be Europe's new capital of cool? The words "new" and "cool" haven't really been associated with this city since the 16th century when it ruled over the world's first global empire, extending from Brazil to India. Vasco da Gama's expedition to the East brought it cultures and a touch of the exotic that Europe had never seen before - spices (cinnamon, pepper, ginger), foods (potatoes, pineapples, tea) and animals such as the elephant and rhinoceros that paraded by the city's waterfront.
para continuar a ler aqui.
a imagem é do RCB, com exposição patente aqui.
05 Maio 2009
a menina dança?

na continuidade do poder do toque,
e esta imagem não seria possível através do facebook,
a "caralivro" do HG
publicado no jornal do Lux.
O facebook permite-nos ser glamorosomente interessantes mesmo que estejamos em casa de cuecas, ou no escritório, enquanto esperamos uma reunião com pessoas que não lavam o cabelo com a devida frequência. No escritório, estamos debaixo de luzes fluorescentes, agoniados pelo bolo alimentar do colega que mastiga a sandes de carne assada. Mas abrimos o Facebook e, de repente, estamos noutro lado, onde podemos partilhar um vídeo de Dean Martin a cantar “Sway”, e recriar um sentimento de copo de whisky na mão, smoking com o laço maltratado e a possibilidade de um romance que dure até de manhã. Não estamos sozinhos: somos generosos ao ponto de partilhar a banda sonora do nosso dia com os duzentos amigos da nossa rede social de internet. Também eles, ainda que por dois minutos, estão com vontade de deslizar pelo chão e cantar: “When marimbas rythms star to play dance with me make me sway”.
Para a maioria das pessoas a vida é como o Fernando: umas vezes a pé, outras vezes andando. Ou seja, aborrecida e conformada. Condição que se agrava se tivermos em conta que a maioria das pessoas não faz o que gosta: seja lamber envelopes ou usar máquinas de calcular para fechar balanços.
Como dizia Tom Wolf: “A realidade é um bom sítio para visitar mas eu não viveria lá”. Claro que Wolf se referia à realidade de lamber envelopes enquanto se vê telenovelas.O facebook não tem as qualidades risonhas do Prozac, mas parece-me ser um estímulo para que as pessoas ponham a cabeça a funcionar (um bocadinho mais).
No facebook recuperou-se esse espírito de competição e vaidade (tudo coisas boas, já vão perceber) que tínhamos nas salas de aula – queremos ser engraçados, interessantes, atraentes. Queremos acreditar que temos alguma coisa para partilhar e que as nossas ideias ou gostos irão tocar os outros, melhorar-lhes o dia durante uns segundos.
O facebook faz-nos mais interessados e mais generosos – seja a partilha de uma notícia do Jakarta Post, uma petição para que os bares do Bairro Alto fechem depois da duas, uma canção da Likke Li (descobri-a no facebook através de uma amiga) ou uma frase do John Updike (esta usei-a eu): “Somos seres criadores, potentes e plásticos, o mundo na nossas mãos. Estamos a brincar com dinamite.”
para continuar a ler aqui
04 Maio 2009
aquapura
as labaredas aquáticas,
revelam "o poeta",
há homens
com quem se pode aprender a ver
aquilo que dentro de nós existe
e não sabíamos.
da nossa passagem
01 Maio 2009
30 Abril 2009
28 Abril 2009
orgasmo visual

o poder das imagens
e todos os percusores,
numa morada sagrada
que me recordou a frase do português sem mestre.
entrei numa livraria. pus-me a contar os livros e os anos que terei de vida. não chegam, não duro nem para metade da livraria. deve haver certamente outras maneira de se salvar uma pessoa, senão estarei perdido.
27 Abril 2009
25 Abril 2009
to good
não sei se Wong Kar Way conhece os gelados do Santini,
mas esta é uma notícia boa demais
para a minha cidade.
24 Abril 2009
Descobrir l com a cerimónia do chá

Não precisaria de rever as palavras de Wenceslau de Moraes para confirmar que o culto chá tem a virtude de mitigar a sede e de potenciar o organismo às elaborações do pensamento. Com a mais luxuosa linha de tratamentos capilares de sempre e com a chegada da Les Conte de Thé, numa das lojas mais trendy da capital, estendo-me ainda à beleza da cidade de Quioto, onde dormem os mais bonitos jardins do mundo.
vem aí
o príncipe
e o Esplendor de Portugal .
numa série de nove documentários
sobre o que significa ser português hoje.
dia 13 de Maio, na Sic Radical.
23 Abril 2009
to share
o mar
tram station II
rumo ao calor do Sul, não parti viajante sem trazer a viagem de Gerrit Komrij.
(...) para ele, esta vontade tornara-se cada vez mais intensa.
O desejo de isolamento tinha-se lentamente apoderado dele, que se sentia demasiado controlado.Também era possível que essa observação rigorosa fosse provocada por cada viagem de comboio.
Estranho, pensou Pedro, que justamente um comboio que devora tempo e paisagens nos deixe recordações tão estáticas, como se o espírito do viajante se debatesse e quisesse oferecer resistência.
Pedro afastou essas reflexões
e olhou para fora.
O coração, batia com força.
22 Abril 2009
na importância do toque

na sequência dos cheiros do futuro do JPC
e para não haver enganos,
MST escreve na sua crónica as time gos by na GQ,
mas não quero a internet para substituir a vida real, para me dispensar do incómodo de ir à rua enfrentar o mundo tal qual ele é.
Eu sei que tudo isto, que todas as modas, têm apenas que ver com a mais terrível doença do nosso tempo que é a solidão. Sei que, espremido e expurgado do seu bonito palavreado, o Facebook não passa de uma agência de encontros e engates, onde uma multidão de solitários ou mal resolvidos se põe a jeito para satisfazer a sua vaidade ou vontade de sedução e mal disfarçar da solidão interior que a todos nos consome.
Mas sem ter a sabedoria de saber esperar, a liberdade de poder escolher, a dignidade de aprender e enfrentar o silêncio e a ausência de outras vozes, a coragem de sair para a rua e para a vida e olhar os outros nos olhos, escutar as suas vozes, e expormo-nos tal e qual somos, em lugar de darmos de nós apenas a nossa melhor fotografia e a nossa melhor biografia.
nem tanto ao mar.
mas a sensualidade do perfume,
vale bem a intensidade.
21 Abril 2009
A cidade na ponta dos dedos l pelo Tejo e até ao Mundo

20 Abril 2009
o poder das palavras
premiado em no festival de Cannes,
a história de um letreiro ou
o fulgurante poder das palavras.
GQ l Pelas ruas da cidade

Será sempre ao fim da tarde que gosto de chegar ao Porto, uma cidade onde alcanço depressa o outro lado da margem. Sei que muitos se surpreendem, porque me sabem mais diva nos passeios de Lisboa, mas a cidade do norte ganha à capital a passos largos, no que toca a restaurantes. Sofisticados e com um serviço sempre de sorriso rasgado, no Porto mato as saudades dos meus dias em terras de Helena. E se por momentos recordo a exuberância de Atenas, num tempo que me ensinou a abraçar a vida como uma bênção sagrada, hoje confirmo que o Góshò é um lugar especial. Sexy e consistente, este é com certeza um dos restaurantes mais bonitos da nossa Costa Atlântica. Talvez porque se sente o brio de construir com paixão, talvez pelas carpas das paredes e fardas que me elevam a sensibilidade peixiana, ou porque no Porto quando se faz faz-se bem, a morada é imperial. No design as correntes amarram-nos à consistência de quem é sempre bem recebido com sake de morangos, ou o cocktail Góshò com vinho do Porto branco seco e lima. A minha eleição escolhe a espetada de vieiras grelhada com ar de eucalipto yaki hotategai e a tempura de camarão. Nas sobremesas o tiramisu de chá verde com licor de gengibre ou o fulgurante ménage à trois de chocolate. Ainda um desejo final: para quando um “Palácio Imperial” em Lisboa?
Na fusão do exotismo
Elevada, desafio as ruas da cidade. Santos agita-se na promessa do bairro mais trendy da capital. Os projectos de arquitectura ainda aguardam a concretização, que os nossos olhos anseiam. Mas Santos-o-Velho move-se, e move-se bem. Com o novo portal do Santos Design Distric – e aqui atiro pétalas, muitas pétalas para esta iniciativa que tanto faz pela cidade - este bairro abraçado ao Tejo ganhou ainda mais luz. O site partilha: como se vive, trabalha ou se goza a vida no bairro. E porque o momento merece partilho este mês o sushi mais recente do Estado Líquido. Através de um conto oriental, as paredes transpiram a emoção de uma cozinha de fusão. A mezzanine branca - que me lembra-me por instantes as camas grandes do Supperclub de Amesterdão - torna este espaço ainda mais apetecível. Seremos sempre mais ricos no ecletismo, por isso o Fusion Sushi recebe influências portuguesas e do mundo. A exploração merece um kappatini seguido de um Missô Shiro com amêijoas. A continuar o Fusion Especial, com os mais originais sushi’s de Lisboa. Pour le grand finalle, a pannacotta de gengibre com morangos afogados em calda de citrinos e gelée de sake. Se a hora já não o receber, nos telhados desta morada habita ainda lugar sagrado: um lounge onde as conversas fluem sem tempo e onde descobrimos os viajantes mais eloquentes da cidade.
Cool, Chic and Sexy
Lisboa está mais solta. Convicta das suas formas mais puras, a elegância olha de frente para o erotismo da cidade. A Pussy aparece com a Primavera, para espalhar irreverência. Com uma imagem “cool, chic and sexy” esta bebida energética não precisa de álcool ou de qualquer tipo de aditivo químico, para nos fazer sentir mais vivos. Já disponível para venda no Epicurista, pode experimenta-la em estreia nacional na Bica do Sapato. Com muito gelo e água tónica, ou acompanhada de champagne na versão Pussy Royal, esta será a bebida mais sensual do Verão atlântico.
17 Abril 2009
Descobrir l nos impulsos do feminino

16 Abril 2009
14 Abril 2009
to live

12 Abril 2009
09 Abril 2009
08 Abril 2009
na sombra da perseverança

07 Abril 2009
05 Abril 2009
góshò
significa Palácio Imperial
e é uma das moradas mais sexy's
da terra dourada.
tudo isto
e uma message in the bottle.
a noite

04 Abril 2009
03 Abril 2009
PersonalTime| Edição 0 | Abril 2009

Tudo porque o nosso tempo merece
e a vida que passa também.
02 Abril 2009
Descobrir l à hora da luz dourada

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Já não nos podemos queixar de não haver razões para tomar um drink after work. De 2 a 6 de Maio, entre as 18h e as 21h, o bairro de eleição da capital promete acompanhar as outras cidades europeias, na alegria antes de jantar. Os cafés e restaurantes em parceria com a Associação de Valorização do Chiado vão oferecer happy-hours, menús especiais, animações e muita música. Por isso a partilha desta semana eleva os espaços mais recentes do bairro. Ainda um mergulho no eloquente verde água ou de uma das cidades mais carismáticas da Europa.
01 Abril 2009
31 Março 2009
luminosidade
adquiri um andar flutuante
como o movimento silêncioso das águas.
um andar oceânico.
há dias assim,
em que me sinto projectado para dentro de imagens duma memória futura, plena de luminosidade, onde certamente já não estarei. tenho saudades dos lugares onde nunca estive, porque nesses lugares dizem a vida continua. A.B.
30 Março 2009
A cidade na ponta dos dedos l No poder da reciclagem

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Entre o mais recente restaurante do bairro Alto e um café que tem encantado os viajantes que passam pelo Chiado, Lisboa revela-se cada vez mais consistente. Ainda um candeeiro irreverente, numa das lojas de design mais extraordinárias da capital.
publicado na revista Única do Expresso a 28 de Março 2009
esboço I
hoje
uma parte de mim celebra
três anos.
na distância de um país
que me ensinou a viver
a mais pura forma de vida,
hoje,
hoje danço
na minha cidade.
28 Março 2009
27 Março 2009
Descobrir l na extensão da criatividade

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Um destaque à criatividade, com a Ray-Ban que no mundo da música, tem marcado a ligação entre o espírito rock n’roll e as tendências futuras e também os descontos e achados do Stockmarket. Ainda na extensão da criatividade, não perca um hotel numa das ilhas mais enigmáticas do momento.
26 Março 2009
24 Março 2009
21 Março 2009
GQ l Pelas ruas da cidade

20 Março 2009
Descobrir l Santos ao Alto

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Esta semana uma homenagem de sorriso rasgado ao Santos Design District. O lançamento do novo portal, o tão esperado restaurante de Henrique Sá Pessoa ou a nova colecção da Gandia Blasco fazem de Santos-o-Velho o bairro do momento. Ainda e porque a cidade merece, uma escapadela dentro de portas, sempre pelas ruas da cidade.
16 Março 2009
A cidade na ponta dos dedos l Quando a alma invade a cidade

13 Março 2009
Descobrir l com o poder da Luz

12 Março 2009
08 Março 2009
06 Março 2009
Descobrir l No elogio da beleza

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No fim-de-semana em que se celebra o dia da mulher, não queria deixar de iluminar estas páginas com as novidades mais acessíveis e apetecíveis do momento. Uma colecção como já não via há muito e um tratamento especial prometem resplandecer ainda mais, a beleza das mulheres portuguesas pelas ruas da cidade. E Nova Iorque. Sempre.
03 Março 2009
A cidade na ponta dos dedos l Com mais de 15 minutos de fama

02 Março 2009
face to face

27 Fevereiro 2009
Descobrir l no poder da transformação

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26 Fevereiro 2009
absolutamente rasgante
Absolutamente rasgante esta acção da T-Mobile na estação de metro de Liverpool Street, em Londres. Numa 2ª feira sem história e sem aviso prévio 70 bailarinos misturaram-se com os viajantes da cidade, proporcionando este happening memorável. Tudo foi planeado e ensaiado durante 8 semanas, sem conhecimento do público. Obrigada Jo pela partilha. It's good to be alive. :-)
24 Fevereiro 2009
19 Fevereiro 2009
Descobrir l elegantemente subtil
17 Fevereiro 2009
A cidade na ponta dos dedos l Um elogio ao design

16 Fevereiro 2009
13 Fevereiro 2009
Descobrir l no alcance dos passos largos

06 Fevereiro 2009
Descobrir l seja pela luz

01 Fevereiro 2009
30 Janeiro 2009
Descobrir l um Porto mais vintage

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Nas ruas do Porto perco-me em moradas de objectos antigos, que referenciam uma época a que hoje chamamos de vintage. Sempre compreendidas entre os anos vinte e oitenta, envolvem-se num período que separa as antiguidades da segunda-mão. A escapadela merecida faz-se dentro de portas com uma poética guest house e uma das receitas mais desejadas do mundo.
26 Janeiro 2009
A cidade na ponta dos dedos l Porto, uma cidade sofisticada

23 Janeiro 2009
Descobrir l com uma arte elevada

16 Janeiro 2009
Descobrir l quando o Palácio eleva a cidade

12 Janeiro 2009
A cidade na ponta dos dedos l De onde alcanço a beleza do mundo

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No resgate a um ano mais absoluto, procuro as montanhas de onde alcanço a beleza do mundo. Na nossa morada mais sagrada, numa escapadela ao ritual de um dia exclusivo, ou à mesa com os amigos, onde me estendo a tudo o que existe, partilho esta semana a intensidade do meu agradecimento.
publicado na Revista Única do Expresso, a 10 Janeiro 2008
09 Janeiro 2009
Descobrir l com alma sobre a cidade

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No acolhimento de um balanço do ano anterior, ou na escolha das montanhas que quero subir no ano presente, Janeiro será sempre um tempo introspectivo. Porque as viagens fazem-se no lugar mais sagrado das nossas casas, ou nos cafés da cidade, onde somos elevados à ideia de mundo, partilho as minhas inspirações mais desejadas.
07 Janeiro 2009
na senda da perseverança

06 Janeiro 2009
A cidade na ponta dos dedos l Uma Lisboa resplandecente

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Com as virtudes de uma bebida viajante, que Wenceslau de Moraes tanto sublinhava no abraço à afectividade, e com o exotismo do cacau de São Tomé e Príncipe, esta semana uma elevação a irresistíveis tentações. A elegância descontraída da casa de chá Boulan no Estoril, a poderosa loja de chocolates Cláudio Corallo em pleno Príncipe Real e os sofisticados presentes da Charcutaria Moy alcançam nesta quadra, a satisfação de mais um sorriso rasgado.
publicado na Revista Única do Expresso, a 27 Dezembro 2008
02 Janeiro 2009
01 Janeiro 2009
30 Dezembro 2008
rasto no céu de Lisboa

Descobrir l hoje permaneço

25 Dezembro 2008
natal

Para quem quiser ver a vida está cheia de nascimentos.
Nascemos muitas vezes ao longo da infância
quando os olhos se abrem em espanto e alegria.
Nascemos nas viagens sem mapa que a juventude arrisca.
Nascemos na sementeira da vida adulta,
entre invernos e primaveras maturando
a misteriosa transformação que coloca na haste a flor
e dentro da flor o perfume do fruto.
Nascemos muitas vezes naquela idade
onde os trabalhos não cessam, mas reconciliam-se
com laços interiores e caminhos adiados.
Enganam-se os que pensam que só nascemos uma vez.
Nascemos quando nos descobrimos amados e capazes de amar.
Nascemos no entusiasmo do riso
e na noite de algumas lágrimas.
Nascemos na prece e no dom.
Nascemos no perdão e no confronto.
Nascemos em silêncio ou iluminados por uma palavra.
Nascemos na tarefa e na partilha.
Nascemos nos gestos ou para lá dos gestos.
Nascemos dentro de nós e no coração de Deus.
O que Jesus nos diz é:
"Também tu podes nascer",
pois nós nascemos, nascemos, nascemos.
José Tolentino Mendonça
23 Dezembro 2008
o poder da luz

O Natal invade a cidade.
Depois de ter percorrido as ruas da Baixa Pombalina, e de ter recolhido as imagens do que fizeram este ano com a minha capital, registo as imagens pela ponta dos dedos. Sempre com a certeza que a simplicidade mais branca, será sempre uma vitória mais concisa na decoração da quadra, enalteço o elogio à simplicidade.
Partilho o meu olhar demorado na Avenida da Liberdade ou o efeito da torre da cidade luz, nas paredes da Praça mais bonita da Europa. Elogios e algumas críticas à parte, as luzes do mês Dezembro alcançam sempre uma dimensão mais profunda. Se os sorrisos das ruas portuguesas não são por norma rasgados, este ano o Natal teme uma atmosfera mais frágil.
Mas a luz natural, essa permanece na magia ou na dádiva da fama internacional. O privilégio é imenso. E se hoje confirmo que as minhas duas mãos não chegariam, para resgatar toda a dimensão da luz de Lisboa, num momento mais recolhido, agradeço uma cidade, que mesmo com o imenso por fazer, nos enaltece. Sempre.
Lisbon Golde Guide, Dezembro 2008
22 Dezembro 2008
19 Dezembro 2008
Descobrir l quando o pecado mora ao lado

16 Dezembro 2008
15 Dezembro 2008
A cidade na ponta dos dedos l No abraço à afectividade

clique na imagem ou aqui.
Com as virtudes de uma bebida viajante, que Wenceslau de Moraes tanto sublinhava no abraço à afectividade, e com o exotismo do cacau de São Tomé e Príncipe, esta semana uma elevação a irresistíveis tentações. A elegância descontraída da casa de chá Boulan no Estoril, a poderosa loja de chocolates Cláudio Corallo em pleno Príncipe Real e os sofisticados presentes da Charcutaria Moy alcançam nesta quadra, a satisfação de mais um sorriso rasgado.
publicado na Revista Única do Expresso, a 13 Dezembro 2008
12 Dezembro 2008
Descobrir l um bosque sobre a cidade

09 Dezembro 2008
05 Dezembro 2008
Descobrir l Na vanguarda contemporânea

03 Dezembro 2008
29 Novembro 2008
A cidade na ponta dos dedos l Na elevação das essências

28 Novembro 2008
Descobrir l na ampliação da linguagem

26 Novembro 2008
25 Novembro 2008
como a cor do Atlântico
na elevação do caminho

O poder ainda puro da tuas mãos
é mesmo agora o que mais me comove.
descobrem um destino que passa
e não passa por aqui
à mesa do café trocamos palavras
que trazem harmonias
tantas vezes negadas:
aquilo que nem ao vento sequer
segredamos.
mas se hoje me puderes ouvir
recomeça,
medita numa longa viagem
(...) JTM in Baldios
21 Novembro 2008
20 Novembro 2008
18 Novembro 2008
17 Novembro 2008
Desenrascanço
Desenrascanço (impossible translation into English) is a Portuguese word used in certain specific contexts and situations. It is used to express an ability to solve a problem without the adequate tools or proper technique to do so, and by use of sometimes imaginative resourcefulness when facing new situations. Achieved when resulting in a hypothetical good-enough solution. When that good solution escapes us we get a failure. Most Portuguese people strongly believe it to be one of their most valued virtues and a living part of their culture. However, some critics (...) are of the opinion that the concept is related to the discoveries period of the 15th century. But sceptics doubt there is any substantial proof of that relation.In the 16th and 17th centuries it was very common for other exploring nations, such as the Dutch, to bring a Portuguese national along during the voyages, because the Portuguese were allegedly the most skilled and knowledgeable in the proper handling of the occasional emergency aboard the ship when the control of the vessel was given to them (what is known among the Portuguese as 'desenrascanço'). Desenrascanço is in fact the opposite of planning: it's managing that any problem does not get completely out of hand and beyond solution.
14 Novembro 2008
13 Novembro 2008
11 Novembro 2008
10 Novembro 2008
miss decadente chic

não é todos os dias que podemos encarnar
o exponencial da pele de uma diva.
será que a Fontana di Trevi cabe no Maxime?
09 Novembro 2008
07 Novembro 2008
03 Novembro 2008
casados de fresco

é num dia muito especial para a minha história de vida,
que comunico com entusiasmo e convicção, o casamento
da criarte com os representantes da Moleskine em Portugal.
é sempre estranho ver partir parte de um filho,
mas a língua portuguesa merece e o meu lifestyle business também.
sem dúvida, uma libertação saudável,
a quem quer continuar a espalhar a nossa língua no Mundo.
02 Novembro 2008
Lisboa, o plano da Baixa hoje
30 Outubro 2008
O Senso e a Cidade l o Tejo das costas Largas

Sendo Lisboa uma cidade de sete colinas, proporciona-me altos e baixos estimulantemente contrastantes. Mas além da altura da sua beleza indiscutível, existem momentos reduzidos aos quais não me pretendo nunca me conformar.
miss cool

29 Outubro 2008
na liberdade semântica
clique na imagem ou aqui página 9.
Livre é um livro gráfico com exercícios que alcançam de diversas formas as potencialidades semânticas, visuais e sonoras da escrita. Resultado de um jogo que sublinha o carácter polissémico, espera-se surpresa, reflexão e alguns sorrisos rasgados que José Oliveira Baptista partilha neste seu estimulante projecto.
Ainda duas sugestões distantes mas complementares, já que a liberdade da língua portuguesa goza de regras inquestionáveis e de muita poesia esvoaçante.
just corporate and premium

O Meia Hora vai a partir desta semana abandonar a distribuição de rua nos semáforos, confirmou ao M&P António Zilhão, administrador da Metro News, considerando que esse ponto de distribuição “não contribui para o posicionamento do título”.
De acordo com a apresentação feita ao mercado aquando do lançamento do gratuito, em Maio do ano passado, os semáforos representavam 50% do mix de distribuição do “gratuito de referência”, no qual a Cofina e a Metro News investiram cerca de dois milhões de euros no lançamento.
“Há excesso de distribuição de jornais na rua”, considera António Zilhão, afirmando que com esta saída o Meia Hora vai “contribuir para um trânsito mais fluído” e, com este abandono deste ponto de distribuição, “estará mais próximo do público do título”. A mudança vai implicar um reforço do Meia Hora em pontos de distribuição fixos onde o gratuito marca presença, nomeadamente centros de escritórios, SPA ou lojas Gourmet, perfazendo “mais de 600 pontos fixos de distribuição”, assegura o responsável da Metro News.
Com esta transição, que segundo o responsável estava prevista na estratégia do título, a editora pretende, assegura, “investir noutros eixos”. A aposta passa, admite o administrador, pela expansão do Meia Hora a outras cidades, escusando-se, no entanto, a especificar quais e a partir de quando.
mais aqui.
28 Outubro 2008
27 Outubro 2008
o melhor
Cristiano Ronaldo foi escolhido pela Federação Internacional dos Futebolistas Profissionais (FIFPro) como “Jogador do Ano” da época 2007/2008. O anúncio foi feito hoje, ao início da tarde, no site do organismo, que reúne cerca de 57.500 membros, provenientes de 42 países, um pouco por todo o planeta. mais aqui
26 Outubro 2008
warm up com Peter Zumthor
24 Outubro 2008
O Senso e a Cidade l A cidade tímida

23 Outubro 2008
Paris, le film
mais uma história de Cédric Klapisch
com Romain Duris e Juliette Binoche.
ce qui me mieut,
ou mesmo uma outra normalidade?
Nos sentimentos perserverantes

clique na imagem ou aqui página 10.
Sempre abraçado à genialidade das palavras, Miguel Esteves Cardoso escreve-nos no seu último livro que a vida come-se quando é boa, come-nos quando é má. E às vezes, quando menos esperamos,também comemos com ela. Ainda que em Portugal, antes de todas as coisas, está o tempo. Este tempo. Este que ninguém nos pode tirar e a que os povos com tempos piores chamam, à falta de melhor, clima. Viciada em sentimentos perseverantes, uma segunda pele de uma cor obrigatória e genial para dias de crise e um esforço compensatório, sempre com o objectivo de alcançar a mais elevada das vistas.
21 Outubro 2008
ao viajante de Alfama
tentei roubar o momento
para partilhar neste blog, mas não consegui.
obrigada ao viajante
pela ponta dos dedos.
na certeza do azul

A minha Lisboa alarga-se com os viajantes.
Quando regressei a Portugal transportei o receio de perder o contacto com os curiosos do mundo, mas depressa conclui que um dia de malas na mão, eternas asas largas.
Viajar será sempre um dos objectivos mais prodigiosos de uma vida humana e quando me lanço ao tamanho do globo abraço a cumplicidade de Almada Negreiros, quando confirmava que os seus anos de vida não chegariam nem para metade da livraria.
As viagens serão sempre mais soberanas na riqueza da experiência humana e por isso o caminho eleva-se com os outros, esses seres que nos enriquecem e nos estendem a alegria da existência.
Em terras lusas cruzei-me com um amigo livre de terras francesas. Há dois anos a viver em Lisboa, para concluir um doutoramento sobre os fogos nas florestas, a sua expressividade na língua portuguesa é exímia, a sua paixão por Portugal também.
Porque uma capital conduzida por um estrangeiro é uma experiência sempre exuberante, deixei-me levar pela sua Lisboa. E foi pela mão da sua curiosidade que me cruzei com o miradouro de Santo Estevão, uma certeza azul e surpreendente, onde o Tejo se espelha e o mundo se espalha.
Lisbon Golde Guide, Outubro 2008
20 Outubro 2008
mais doc Lisboa

19 Outubro 2008
17 Outubro 2008
miss on fire

hot night Jameson no Museu dos Bombeiros de Lisboa.
sombras e happenings
à altura da mais bonita campanha da cidade.
renovado

dia em que fez 225 anos de existência.
confesso que da intervenção esperava uma irreverência mais contrastante,
mas o fim de tarde iluminou a capital,
e o Zé surpreendeu com um foie gras brullé inquestionável.
venham as estrelas.
Resgatar l na senda do exotismo

15 Outubro 2008
O Senso e a Cidade l De um azul lindo

aqui página 7 ou
No seguimento do senso da semana passada e porque somos seres humanos mais luminosos, quando vemos os desafios da vida pelo lado menos cinzento, esta semana o agradecimento ao poder do azul.
A implementação cromática em alguns prédios devolutos da cidade foi uma ideia de Eko Five, um graffiter de 32 que agarrou no projecto de arte pública "Da Onda Magnética” do catalão Blai Mesa e da brasileira Verônica Volpato.
As intervenções no património mal tratado, atenuam sem qualquer dúvida a desilusão da não preservação dos edifícios da cidade. Implementadas em Agosto, enquanto Lisboa descansava e porque o efeito surpresa tem sempre uma força de impacto acrescida, as onze portas entaipadas foram pintadas de um azul lindo, o qual não me atrevo a definir por palavras. As operações tiveram lugar na Avenida da Liberdade, Calçada de Santo André no Castelo, Rua Bernardo Lima ao Conde Redondo, Rua das Escola Politécnica, Rua das Janelas Verdes, Rua Angelina Vidal no Intendente, Rua de São Lázaro ao Martim Moniz, Rua das Fontainhas na Mouraria, Rua da Regueira em Alfama, Largo do Príncipe Real e a minha preferida no número 29 da Rua Sousa Martins.
Confirmo a magnitude da cor e o enaltecimento dos viajantes da cidade, quando deparados com frases e pensamentos, que nos movem cada vez que lemos “algo de bom vai acontecer, os optimistas estão por perto”. Além de recriar uma capital interactiva, a intervenção é rigorosa no que toca a não estragar o património e se a ideia é genial, relendo as palavras da porta da Mouraria, a missão a uma preservação incompleta, mostra-se gloriosamente perfeita.
publicado a 16 de Outubro no jornal Meia Hora
















































































